SURDEZ PROFISSIONAL TEM RAIZ E TEM GALHOS

Nosso mundo é barulhento. Carros com sistemas sonoros de alto impacto que são boates ambulantes e não meios de transporte. Alguns nem banco de passageiro tem. Trocaram o romântico violão de nossas músicas pelo “boom boom boom” das caixas mecânicas.

Alguém sai de sua casa sem se deparar com, pelo menos, três veículos de propaganda volante em volume absolutamente agressivo? Preciso falar de buzinas? E de propaganda em lojas? Onde estão os menestréis e seus alaúdes, violinos e flautas? Retornem da luz!


Além do dia a dia, a necessidade de produção, cada vez maior, exige máquinas cada vez maiores e mais ruidosas. Contra tal risco (ruído) devem ser utilizados equipamentos de proteção individual (EPI) que podem ser de inserção (plug) ou do tipo concha (abafador). Contudo, é importante frisar que esses equipamentos apenas amenizarão o ruído, não o eliminarão.

Para se eliminar o referido risco seria preciso agir sobre a fonte geradora, com a adoção de sistemas de abafamento que saíssem do caráter individual e partissem para o coletivo. A consultoria de um profissional da segurança do trabalho é fundamental para a adoção do método correto.


A exposição cotidiana ao ruído fora dos limites de tolerância pode gerar a PAIR (Perda Auditiva Induzida por Ruído), que pode levar o indivíduo à completa surdez.

Contudo, o problema não se restringe à falta de audição. Desta decorrem situações silenciosas que acompanham o deficiente auditivo: a segregação social que provoca dificuldades nos relacionamentos e na comunicação; a retirada do trabalhador do meio profissional e, consequentemente, a depressão.

Neste impacto, é preciso ouvir as recomendações silenciosas de cuidado e proteção.

Portanto, seja seu amigo. Ouça agradavelmente. Proteja-se!

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