Existe vida além dos riscos.

São muitas as lições dadas pela natureza sobre a dor trazida pela evolução transformadora.
A borboleta, um ser astral, que antes fora rastejante e pegajoso, teve seu caminho marcado pela clausura do casulo, que, depois de ressecado, foi se avolumando até rachar e dar origem à deslumbrante e fluídica borboleta. Símbolo da transformação.
A semente, abandonada pela mãe árvore, longe da nutritiva seiva. Largada à sorte, muitas vezes no mais árido dos solos, na esperança da piedade celeste enviar chuva. E quando a chuva chega, põe-se a semente nos mais severos testes. Enlameada, afogada, enterrada e aquecida em calor desconfortável para ser transformada em vida novamente, depois de abrir suas entranhas e expor a boa nova.
A águia, que lança seu amado filhote nos mais altos despenhadeiros, aguardando em fé que este tenha o ânimo de seguir seu caminho entre as correntes de ar e que siga representando a avidez de seus antepassados. O filhote, por sua vez, sentido o frio da queda, percebe que precisa bater suas incipientes asas, sabendo que, quanto mais souber dominar seu corpo, mais longe estará de casa e da sua amada mãe.
Os músculos precisam sofrer repetidos estímulos, em sua grande maioria gerando desagradáveis dores que culminam, não raras vezes, com rompimento das suas fibras. A repetição destes atos, dia a dia, transforma o fraco em forte. “No pain, no gain”.
Nem diremos dos mamíferos e o parto.
Não há evolução sem dor.
Entender que o momento do aprendizado se aproxima e que ele exige resignação, entendimento e análise profunda nos coloca numa condição privilegiada diante de experiência terrena. Deus não dá o fardo além do que conseguimos suportar. Assim sabemos que nossos ombros serão dimensionados para a carga que teremos que carregar.
Mesmo cientes de todas as possibilidades nefastas do mundo e imbuídos de todo estudo necessário para evitá-las, ainda assim, não estamos isentos de vivê-las. A vida não é feita só de norte, nem só de sul. Nada dura para sempre. Nem o bom, nem o ruim. Ciclos se sucedem e assumimos diversas posições do seu desenho.
Seria muito estranho, ao reconhecer uma fase ruim, tentar entender qual a mensagem trazida e, de posse desta, aceitar e agradecer pelo aprendizado? Talvez isso soe um tanto quanto masoquista, mas o aprendiz deve saber resignar-se.
A aceitação do fardo e a ressignificação da sua mensagem surge como a vacina dolorosa que antecipa a peste.
“Bem aventurados os aflitos, porque serão consolados”.
“Deus não nos dá o que queremos, mas o que precisamos”.
Muitas coisas por dizer…
Mas por enquanto,…
Parabéns
(Tomei nota desse link que faz parte de um grupo de links, como uma teia de aranha, q tb se assemelha ao processo neuronal)
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